Linux para leigos: Comandos Básicos

Vamos aprender Linux?

Primeiro informo que vou falar de Linux na linha de comando e de antemão adianto que ele não é esse bicho de sete cabeças. É importante que você esteja usando qualquer distribuição Linux, nem que seja virtualizada, no Virtualbox por exemplo. Então sem mais delongas, vamos lá!

Abra um terminal (console) e vamos criar um diretório para os nossos exercícios.
No início não havia nada. E criou-se o primeiro diretório.

Depois de cada comando tecle ENTER. Nesse caso não haverá nenhum retorno. Nenhuma mensagem de resposta. Isso é normal. Só daria alguma mensagem de erro se o sistema não conseguisse criá-lo, seja por algum problema de disco, ou disco cheio ou porque o diretório já existisse, ou ainda se existisse um arquivo com o mesmo nome. Vamos fazer um teste. Repita o mesmo comando. Você pode usar a seta do teclado para cima para repetir o comando, mas sugiro que digite manualmente, para fixar melhor. Dessa vez a saída do comando será algo parecido com isso:

Vamos entrar nesse diretório, onde iremos trabalhar.

Você verá que o prompt mudou. Ele passa a informar em que diretório você está. Normalmente o prompt mostra qual o seu usuário (login), o nome do seu host, o diretório corrente (atual) e se você é usuário comum ($) ou superusuário (#), o famoso root. O caminho completo a partir do raiz é obtido a partir do comando pwd.

No meu caso apareceu o seguinte:

Isso significa que estamos dentro do diretório exercicios, que está dentro do diretório daniel, que está dentro do diretório home, que por sua vez está dentro do diretório raiz (/). Os diretórios são um sistema hierárquico em árvore para organizar os arquivos.

Vamos verificar se há algo dentro desse diretório.

O prompt vai para a linha de baixo, sem nenhuma mensagem. Significa que não há nenhum arquivo ou diretório em exercicios. Nesse caso vamos criar um arquivo em branco chamado primeiro_arquivo.

Mais uma vez não tem nenhuma mensagem de retorno, mas o arquivo foi criado. Vamos verificar.

E dessa vez aparecerá uma linha com o nome do arquivo criado. O ls lista os arquivos e diretórios existentes. Vamos criar um subdiretório de nome documentos dentro de exercicios.

E em seguida listar novamente para ver o que temos.

Nas distribuições modernas o diretório vai aparecer em uma cor diferente, indicando que não é um arquivo. Isso acontece por que o comando ls já vem com o parâmetro –color=auto. Por uma questão de compatibilidade a melhor forma de diferenciar arquivos de diretórios é com o parâmetro -F. Tente.

Agora o diretório virá com uma barra (/) após o nome, enquanto que o arquivo não tem a barra.

Vamos criar outro arquivo, só que dessa vez usando o recurso de redirecionamento, que será melhor explicado mais adiante. Por hora basta você saber que com ele a saída de um comando é redirecionada para um arquivo. Habitualmente o comando interno echo ecoa na tela o parâmetro que o segue. Faça o teste.

E na linha de baixo aparecerá a mensagem Olá mundo!

Então vamos redirecionar essa mensagem para um arquivo. Para tanto usaremos o sinal de maior que (>).

Não aparecerá nenhuma mensagem, mesmo por que ela foi redirecionada. Então vamos ver se o arquivo foi criado. Vamos aproveitar e ver o tamanho dos arquivos com o parâmetro -l.

A saída será a seguinte:

Existem várias informações nessas linhas que não importam nesse momento. Atente para a quinta coluna e observe que o tamanho do primeiro arquivo é 0 e o do segundo é 12 bytes. Isso significa que o primeiro está vazio e o segundo tem algum conteúdo. Vamos ver qual?

E para a nossa surpresa lá está o Olá Mundo!

Vamos organizar um pouco esses arquivos. Vamos mover o primeiro_arquivo para o diretório documentos.

O comando mv serve também para renomear arquivos e diretórios. Então vamos mover o segundo_arquivo aproveitando e já renomeando-o, colocando uma extensão, que não é obrigatória no Linux, usa-se apenas para facilitar a organização e classificação dos arquivos.

Se tudo foi feito corretamente, temos dentro do diretório exercicios apenas o diretório documentos, e dentro dele os dois arquivos, um já com a extensão .txt. Vamos checar.

Realmente sobrou apenas o diretório documentos. Vamos listar os arquivos dentro dele.

E aí estão os dois arquivos. Apesar de termos listado o conteúdo do diretório documentos o nosso diretório de trabalho continua sendo exercicios. Para mudar para documentos temos que entrar nele como segue:

Veja que o prompt mudou de novo, indicando o diretório corrente. Vamos aprender a copiar um arquivo. Primeiro vamos criar um diretório chamado backup. Em seguida copiar os arquivos para ele.

Vamos apagar todos os arquivos do diretórios corrente usando o coringa *, que significa todos.

O comando rm vai apagar os arquivos e dará uma mensagem avisando que não conseguiu apagar o diretório backup. Isso é normal. Ele só consegue apagar diretórios quando se usa o parâmetro -r. Vamos restaurar apenas o arquivo segundo_arquivo.txt do backup, copiando-o de volta para documentos e em seguida apagar o diretório backup.

O ponto (.) indica que o arquivo será copiado para o diretório corrente e o -r apaga o diretório recursivamente, com tudo o que estiver dentro. Por fim vamos rodar o comado ls e ver o que temos.

E lá está o arquivo segundo_arquivo.txt com os seus 12 bytes.

Lista dos comandos aprendidos até agora:

mkdir = cria diretórios
cd = muda de diretório
pwd = informa o caminho do diretório corrente
ls = lista arquivos e diretórios
touch = cria um arquivo vazio
echo = comando interno do shell que mostra na tela o texto depois dele
cat = lista o conteúdo de um arquivo
mv = move ou renomeia arquivos e diretórios
cp = copia arquivos e diretórios
rm = apaga arquivos e diretórios

Além do redirecionador > e do coringa *.

Para ver um resumo dos comandos mais usados acesse

Referência rápida de comandos Unix/Linux

Por enquanto é isso. Espero que tenham gostado e que comentem. Acompanhem o blog para ver a continuação desse artigo.

Linux para leigos: Comandos Básicos

5 respostas para “Linux para leigos: Comandos Básicos”

  1. Para quem está começando esse é o básico para saber se localizar e manejar arquivos. Saber o mínimo em Linux é fundamental. Como argumento posso citar o Windows 10 implementar o bash.

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