Continuação da saga Linuxer

Em 2001, em sociedade com Juliano Cardoso, um colega de trabalho, fundei a Maxlinux em Ilhéus. Era uma empresa de assistência técnica, revenda de suprimentos de informática e provedor de acesso (apenas dedicado à cabo). O roteador só precisava de dois endereços IP e uma rota default. Com um script* era possível controlar o acesso dos clientes.

Em 2003 surgiu a concorrência do Velox, e com isso a necessidade de expansão geográfica. Até então os enlaces wifi ponto a ponto eram feitos com placas PCMCIA Orinoco 2.4 em computadores Pentium 100 com Linux. Com isso conseguíamos atingir bairros periféricos onde o Velox não chegava. Depois vieram as CPEs Linksys (WET11 e WAP11) com as antenas offset Zirok (difíceis de alinhar). Por conta da própria limitação da tecnologia tínhamos muitos problemas com a qualidade desses links. Só com o advento dos equipamentos em 5.8 passamos a confiar nos enlaces sem fio. Os mais comuns eram cartões mini-PCI de 5.8 em placas Mikrotik RouterBoard. Até surgir o Ubiquiti, principalmente a linha AirMax, com a tecnologia MIMO. Nesse estágio o provedor passou a fornecer um serviço confiável através de rádio.

Inicialmente as redes eram uma única rede, com todos os rádios funcionado no modo bridge. Posteriormente, com a popularização do método de autenticação PPPoE, usando-se concentradores nas pontas (nos bairros), pudemos setorizar a rede usando roteamento, primeiro estático e depois automático através de OSPF, diminuindo assim problemas, como excesso de broadcast e limitando outros, como loop, por exemplo.

O grande facilitador para uma melhor gestão da rede foi o Mikrotik RouteOS, com a sua GUI Winbox. Confesso que no início tinha um pé atrás com ele. Achava que tudo que se fazia com o Mikrotik era possível fazer diretamente no Linux e com mais flexibilidade. Isso até podia ser verdade, mas com as vantagens de menor custo, simplicidade para configurar e redução de problemas por não usar computadores (com peças móveis, HDs, etc), acabei me rendendo. Ainda que ele não seja livre, por baixo do capô do RouterOS está o Linux.

Aguardem os próximos capítulos…

* Abaixo um exemplo de um script simples usado em 2001.

E aqui um usado em 2007

 

Uma resposta para “Continuação da saga Linuxer”

  1. Obrigado Daniel por compartilhar suas experiências, realmente a Mikrotik através das RouterBords e do RouterOS deram uma grande força para os pequenos provedores, possibilitando atender vários lugares onde as grandes teles não chegavam ou chegavam com má qualidade de serviço. Até a próxima história, abraço.

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