Meus “segundos” passos com o Linux

Em 1999 abri um provedor discado e a cabo em Itabuna – BA, em sociedade com meu antigo patrão, Eduardo Carvalho e o presidente da CDL de Itabuna, Rolemberg Macedo.

Tinha o conhecimento de dois anos de uso de Linux no desktop e de cara tive que configurar uma multiserial Cyclades, com um servidor de dial-in usando o pppd.

Configurei tudo, mas os clientes conectavam, recebiam os IPs (públicos) e não navegavam.

Pensei que pudesse ser o DNS, que havia sido configurado na Telebahia (atual Oi), em Salvador. Conferi todas as configurações e nada.

Eis que pedi socorro ao meu amigo Helder Santana (o mesmo que me apresentou ao Slackware) e ele me salvou. Percebeu que faltava o parâmetro proxyarp nas configurações do pppd e voilà, tudo funcionou como deveria.

Em seguida houve a demanda para conectar a CDL por cabo (coaxial ainda) e entregar um endereço IP privado (só tínhamos um /28) necessitando então usar a recente técnica de NAT.

O servidor era um Conectiva Linux 3.0 – Guarani, que vinha com o kernel 2.0. Nele, para fazer NAT usava-se o comando ipfwadmin (nem sonhava com o iptables, mesmo porque depois, no kernel 2.2, o comando em userspace para manipular firewall era o ipchains).

O link era de apenas 512 kbps e tinha que limitar a velocidade dos clientes à cabo. Depois de algumas pesquisas descobri o CBQ e, com a ajuda de alguns shell scripts, consegui esse controle.

Depois veio o SQUID para acelerar as requisições às páginas (nessa época ele conseguia armazenar quase tudo, pois a maioria do conteúdo era estático, o grande problema era o tamanho dos discos)

Pra completar a solução, rodava o sendmail como servidor SMTP e o Apache como servidor de páginas, tudo em uma só máquina. Nem se falava em Webmail. Era o velho Outlook Express.

E assim continuei minha jornada de ampliação de conhecimento nesse mundo de tecnologia, redes e Linux.

Virão outros capítulos. Aguardem!

4 respostas para “Meus “segundos” passos com o Linux”

  1. Parabéns, um texto agradável de se ler!
    Siga em frente pois quando aprender é um hobby e tem paixão pelo assunto fica ainda melhor, admiro muito.

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