A indústria da certificação

Quão exato uma certificação mede a capacidade de um profissional? É possível que uma pessoa inteligente e com um raciocínio ágil, que nunca tenha feito um curso e nunca tenha passado pelo crivo de uma instituição, tenha o conhecimento e a experiência para resolver melhor determinados problemas do que outra que tenha optado pela caminho acadêmico e seus “títulos”.

Decerto que a resposta é sim. E o que isso significa? Que a certificação em si não prova tanto assim, não é sequer uma garantia dada por quem certifica. É apenas uma facilidade, uma comodidade usada por quem emprega para nivelar por baixo.

É uma faca de dois gumes, pois do mesmo jeito que existem os concurseiros que decoram tudo e estudam todos os métodos empregados nas provas, existem aqueles que estudam apenas para passar nos testes e na hora H, na prática deixam a desejar; assim como os recém formados, que não estão preparados para o mercado de trabalho.

Por outro lado, creio que grandes talentos são desperdiçados por serem descartados apenas por não terem uma determinada certificação. É muito comum empresas oferecerem vagas exigindo superior completo, além de diversas certificações para serviços técnicos, que exigem conhecimento que podem ser adquiridos livremente e de forma independente.

Para completar o leque de motivos pelas quais não vejo com bons olhos as certificações, acho que existe uma indústria por trás. Há o interesse principal da certificadora, que é o financeiro. Quase todas ganham com a venda do material didático, com os cursos credenciados e por fim com as próprias provas.

Defendo a ideia de outros métodos de testes de conhecimento, pelas próprias empresas, de tal forma que o próprio candidato demonstre seu know-how. No máximo acho que poderia haver uma organização sem fins lucrativos que aplicasse os testes sobre os mais variados assuntos.

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